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dj bagaço Amarelo [contactar] participa no Couscous Prosjekt, um duo de dj's que se dedica exclusivamente à música étnica e tradicional [vulgo worldmusic]

9.10.07

Janet Leuchter


“eyl male rakhamim” quer dizer “deus pleno de compaixão” e é uma musica melodiosa cantada em funerais Ashkenazic (judeus europeus) e rituais de memória aos mortos. Originalmente serviu, nos séculos XI a XIV, para lembrar os judeus assassinados pelas Cruzadas. Mais tarde, já no século XVII, homenageou os mortos das rebeliões de chmielnicky (Polónia e Ucrânia) e, finalmente, no século passado, foi cantada ainda em memória das vítimas do holocausto nazi. Aqui, nesta versão que tirei dum cd, “Dancing with the dead”, que é composto por funerais de todo o mundo, é cantada por Janet Leuchter. Eu gosto muito, espero que vocês também.

Janet Leuchter é uma cantora Yiddish, que é uma língua usada precisamente por alguns judeus espalhados por todo o mundo, mas que nasceu na Europa nos séculos X e XI.



3.10.07

Dilon Djindji



Dilon Djindi nasceu em Agosto de 1927. Tem portanto, nesta altura, oitenta anos. Começou a sua carreira musical muito cedo, mais propriamente aos doze anos, quando decidiu construir a sua primeira guitarra com um pau, uma lata de azeite e três cordas. Actualmente é um músico conceituado por quem parece que o tempo não passa. Para além de músico foi também agricultor, mineiro (na África do Sul) e pastor evangélico.
É considerado um dos pais da marrabenta, um estilo tradicional de música moçambicana que cresceu bastante na década de quarenta do século XX. Apesar disso apenas em 1960 criou o seu primeiro grupo musical, Estrela de Marracuene, que actou numa estação de rádio, pela primeira vez, quatro anos depois.
A sua real projecção nacional começou em 1973, quando gravou o seu primeiro disco (Xiguindlana). Vinte e um anos depois, em 1994, ganhou o seu primeiro concurso, na Rádio Moçambique, com a canção “Juro Palavra d'Honra, Sinceramente Vou Morrer Assim “
Em 2001 dá o seu primeiro concerto fora de Moçambique, como membro do grupo Mabulu, e, logo no ano seguinte consegue gravar um disco a solo (Dilon) com distribuição internacional. É este disco que lhe permite, com mais de setenta anos de idade, mostrar ao mundo, em diversos palcos, uma marrabenta genuina e próxima daquela que ele ajudou a nascer sessenta anos antes.
Maria Teresa, a música que podem ouvir a seguir, é uma música de amor que se ouve muitas vezes nas noites dos Couscous Prosjekt, e o seu ritmo é uma marrabenta acústica e um pouco mais minimalista do que o que se faz hoje em dia naquele país. Mas o pai é ele...

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